Bandoleiro (Ney Matogrosso)
Fossem ciganos a levantar poeira
A misturar nas patas
Terras de outras terras, ares de outras matas
Eu, bandoleiro, no meu cavalo alado
Na mão direita o fado
Jogando sementes nos campos da mente
E se falasses magia, sonho e fantasia
E se falasses encanto, quebranto e condão
Não te enganarias, não te enganarias
Não te enganarias, não!
Fossem ciganos a levantar poeira
A misturar nas patas
Terras de outras terras, ares de outras matas
Eu, bandoleiro, no meu cavalo alado
Na mão direita o fado
Jogando sementes nos campos da mente
E se falasses magia, sonho e fantasia
E se falasses encanto, quebranto e condão
Feitiço, transe-viagem, alucinação...
May 27th, 2012
(Source: save-me-from-my-life, via alittlefromme)
May 27th, 2012
MARAVILHOSO!!!!!
O VESTIDO (Adélia Prado)
No armário do meu quarto escondo de tempo e traça
meu vestido estampado em fundo preto.
É de seda macia desenhada em campânulas vermelhas
à ponta de longas hastes delicadas.
Eu o quis com paixão e o vesti como um rito,
meu vestido de amante.
Ficou meu cheiro nele, meu sonho, meu corpo ido.
É só tocá-lo, volatiliza-se a memória guardada:
eu estou no cinema e deixo que segurem minha mão.
De tempo e traça meu vestido me guarda.
May 27th, 2012
CHORINHO DOCE (Adélia Prado)
Eu já tive e perdi
uma casa,
um jardim,
uma soleira,
uma porta,
um caixão de janela com um perfil.
Eu sabia uma modinha e não sei mais.
Quando a vida dá folga, pego a querer
a soleira,
o portal,
o jardim mais a casa,
o caixão de janela e aquele rosto de banda.
Tudo impossível,
tudo de outro dono,
tudo de tempo e vento.
Então me dá choro, horas e horas,
o coração amolecido como um figo na calda.
May 27th, 2012
PSICÓRDICA
Vamos dormir juntos, meu bem,
sem sérias patologias.
Meu amor é este ar tristonho
que eu faço pra te afligir,
um par de fronhas antigas
onde eu bordei nossos nomes
com ponto cheio de suspiros.
(Adélia Prado)
May 27th, 2012
Amor violeta
O amor me fere é debaixo do braço,
de um vão entre as costelas.
Atinge o meu coração é por esta via inclinada.
Eu ponho o amor no pilão com cinza
e grão de roxo e soco. Macero ele,
faço dele cataplasma
e ponho sobre a ferida.
(Adélia Prado)
May 27th, 2012
May 27th, 2012
(Source: youjustyou, via arianesantos)
May 27th, 2012
(via arianesantos)
May 27th, 2012
(Source: eunemteamo)
May 27th, 2012
(Source: robsonic, via keeponrunnin)
May 27th, 2012
(Source: momentos-so-meus, via quedoceseja)
May 27th, 2012
May 27th, 2012
(via alittlefromme)
May 27th, 2012
Que você sem pensar
Ora brinca de inflar
Ora esmaga.
(Source: a-rosa-do-chico, via apesares)
May 26th, 2012

(Source: mrngrc, via v-o-r-a-g-e-m)






